Este blog tem por finalidade a troca de experiências entre educadores. Buscamos com isso, melhorar nossa prática docente , pensando na leitura como um dos caminhos que permeará os caminhos de nossos alunos rumo ao universo da leitura.
Slides pratica leitora multimidial
https://docs.google.com/present/edit?id=0AaJF-E2derE_ZHRwNWNtdF8wZ202ZGI5ZHo&hl=en
sábado, 11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Atividade: Som e imagem para o Blog
A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.
Paulo Freire
“As rosas são flores delicadas. Os nossos alunos são como as rosas, delicados. Devemos zelar pela sua educação mostrando de forma prazerosa e lúdica a leitura e sua importância. Pois a criança aprende através de brincadeiras e dessa forma ela é mais feliz”.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Brincando com as palavras

BRINCANDO COM AS PALAVRAS
Brincar com as palavras é antes de tudo, mesmo que inconscientemente, plantar em nossos pequenos leitores a sementinha que devidamente regada pela família, pela escola e principalmente por bons professores germinará e dará bons frutos a longo prazo.
Nos últimos dias esse tema vem nos cercando de uma forma tão profunda, que não há como deixar de refleti-lo. Primeiramente nos deparamos com o texto “Brincando com as palavras “ de Kelly de Souza, texto esse que nos faz reviver o quanto é bom brincar com rimas, parlendas, adivinhas. Ao chegarmos à aula de especialização, o tema que permearia nossas discussões na disciplina seria exatamente como trabalhar com a Literatura de forma mais eficaz e prazerosa. E completando a semana, no sábado à tarde uma oficina Literária com o escritor Caio Riter, em “ A formação do leitor literário em casa e na escola” , reforçaria todas as informações que havíamos adquirido no decorrer desses dias.
Não há, portanto, como negar que professores de séries iniciais carregam consigo uma grande responsabilidade, sendo estes, um dos primeiros semeadores do gosto pela poesia. Como projetou Caio Riter: Casa: tempo de ouvir histórias e outras artes também...” , porém em nossa realidade sabemos que muitas vezes é na escola que muitas dessas crianças têm seu primeiro contato com o lúdico. Por isso , mais uma vez reiteramos nossa afirmação da importância do professor das séries finais nesse processo árduo e belo. Para tanto pensamos em algumas atividades que serveriam de estimulo para começar a instigar o gosto dos pequenos pela poesia , como : a escuta de poesias, o trabalho com rimas e a encenação de pequenos poemas.
Não há, portanto, como negar que professores de séries iniciais carregam consigo uma grande responsabilidade, sendo estes, um dos primeiros semeadores do gosto pela poesia. Como projetou Caio Riter: Casa: tempo de ouvir histórias e outras artes também...” , porém em nossa realidade sabemos que muitas vezes é na escola que muitas dessas crianças têm seu primeiro contato com o lúdico. Por isso , mais uma vez reiteramos nossa afirmação da importância do professor das séries finais nesse processo árduo e belo. Para tanto pensamos em algumas atividades que serveriam de estimulo para começar a instigar o gosto dos pequenos pela poesia , como : a escuta de poesias, o trabalho com rimas e a encenação de pequenos poemas.
Para finalizar, cabe a nós , professores de séries finais, darmos continuidade nesse processo em busca de um leitor competente.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Projeto de Leitura Escola Francisco de Paula Pereira- Aceguá- RS
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| Este é o Sr. Alfabeto, criação da professora Rita Mara Acordi, do 2º ano. |
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| Professora Rita apresentando o Sr. Alfabeto aos alunos. |
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O senhor Alfabeto carrega consigo uma bolsinha, e dentro dela há sempre uma leitura interessante... |
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| Ele acompanhou a explicação atentamente, e depois, foi ajudar os colegas na plantação da mini-horta. |
Todos os finais de semana, o bonequinho visita um dos colegas. Eles viajam juntos no ônibus escolar e levam consigo variados tipos de leitura: jornais, revistas, livros, folders, enfim, material para toda a família. Durante a visita, a criança deve incluir o Sr. Alfabeto em suas atividades: contar-lhe historinhas, brincar com ele...Tudo isto é comprovado por uma ficha que o aluninho preenche. Nesta ficha constam dados como: contei para ele a história, brincamos de, comemos no almoço, comemos no jantar, entre outros. Às vezes, ele brinca tanto que volta bem sujinho, outras vezes, toma banho antes de vir para a escola e até volta perfumado. Depois de tudo, o aluno faz um relato oral em sala de aula.
Acho interessante ressaltar que esta atividade inicialmente visava um incentivo à leitura, envolvendo-se o faz-de-conta e o lúdico, mas acabou tomando maiores proporções: Hoje, o Sr. Alfabeto ajuda, inclusive, a desenvolver valores nas crianças. Amizade, carinho, responsabilidade, cuidado, higiene, todos esses assuntos são abordados e trabalhados a partir das experiências relatadas.
Diante disso, a professora Rita decidiu que vai sortear o bonequinho entre os alunos no final do ano.
Todos esperam com ansiedade para saber quem será o felizardo que vai levar o amiguinho para casa.
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| Dona Palavra terá atividades semelhantes às do Sr. Alfabeto. |
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| No dia da chegada da Dona Palavra, teve festa. As mães e professoras empenharam-se no preparo dos pratos. |
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| O Sr. Alfabeto está em todas e veio prestigiar a festa. |
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| Antes da chegada da visita, a professora Lisi conta uma história. |
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| Os irmãos reunidos na caixa mágica de leitura. |
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| Dona Palavra, já integrada ao cotidiano das crianças do 1º ano, acompanha as meninas que lancham no refeitório. |
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| Sr. Alfabeto e o coleguinha, quase na hora de pegar o ônibus para mais uma visita. |
Agradeço à diretora da Escola Francisco de Paula Pereira, professora Traudie Cornelsen; à supervisora Hannelore Neufeld, pela disposição demonstrada na organização deste material e pelas fotos cedidas;às colegas Rita Acordi e Lisiane Pradie, competentes e engajadíssimas mediadoras e incentivadoras de leitura e proprietárias de um cantinho todo especial no meu coração, pela alegria com que aceitaram compartilhar conosco suas experiências e sugestões.
Com carinho.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Pechada- Crônica de Luis Fernando Veríssimo e ilustração de Santiago.
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
– Aí, Gaúcho!
– Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
– Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
– E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
– O pai atravessou a sinaleira e pechou.
– O que?
– O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
– O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
– Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
– E o que é isso?
– Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
– Nós vinha...
– Nós vínhamos.
– Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
– Aí, Pechada!
– Fala, Pechada!
Pra mim, pra ti...
Quando cursávamos pós- graduação em Leitura e Produção de texto, fomos alunas da doutora Lúcia Villela. Gaúcha, fez doutorado no Rio de Janeiro, e contava-nos várias situações engraçadíssimas pelas quais passou em função das diferenças dialetais. O uso de tu e você ocasionou uma dessas histórias.
Certa vez, ao encontrar um menino, filho de conhecidos seus, ofereceu-lhe três bombons e instruiu:
_ É um para a tua mana, um para o teu mano e um para ti.
_ Mas e para mim? Indagou o menino já com cara de triste.
_ Sim, aqui está. Um para o mano, um para a mana e um para ti.
_ Mas e para mim? Repetiu o menino, já começando a chorar.
Após alguns minutos de repetição desse diálogo e de muitas lágrimas derramadas pelo menino, a doutora Lúcia deu-se conta do problema e consertou:
_ É um para o mano, um para a mana e um para você.
O menino parou de chorar imediatamente, e correu para dividir os bombons com os irmãos. Até então, talvez pensasse que “ti” fosse uma outra pessoa...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
ATIVIDADE DO BLOG - MODULO 3 - UNIDADE 1No ônibus
Luisão é um amigo que chegou de São Paulo em Bagé. Logo na sua chegada, enquanto íamos pra casa de ônibus, um acidente aconteceu em plena General Osório.
Eu apavorado gritei:
- É uma pechada!!!
Luisão me olhou espantadíssimo, procurando a tal pechada por todos os lados.
Não entendendo a confusão que estava fazendo na cabeça de meu amigo, me dirigi a ele pedindo:
- Ajude aquele senhor que ficou preso na roleta!
Mais uma vez Luizão me olhou de forma estranha. E eu apontei o senhor que estava preso. Foi então que meu amigo entendeu o que estava querendo dizer, era pra ele ajudar o senhor que ficara preso na catraca.
Assim que tudo finalmente se resolveu, voltávamos pra casa conversando sobre o acontecido e eu fiz o seguinte comentário:
- Bagé realmente necessita de mais sinaleiras!
O amigo mais uma vez fez uma cara de desconhecimento e disse a mim:
- É, pelo jeito vou precisar de um dicionário “ bagenes”!
Vocabulário:
Pechada - batida;
Roleta – catraca;
Sinaleira – semáforo.
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